quarta-feira, novembro 18, 2009

da sharpness cruel e fria

Descobrindo-me quite cegueta procedeu-se toda a procissão para a aquisição do artefacto envidrado que supostamente toda pessoa quite cegueta deve almejar com furor d'alma.


(aquele que nunca precisou experimentar filas infindas de óculos não entende o q é uma procissão de fé)




Por vezes incontáveis pensei ficar cegueta mesmo, dane-se.


(e o engraçado msm é q qndo meninoca sempre quis os tais vidrinhos. freud digs me.)


Mas então, por vezes e vezes estava eu no "dane-se" qndo redações pululavam em minha mente - redações que precisariam ser lidas, re-lidas e avaliadas - e eu perdia a coragem de chutar a menininha bem criada e escutava minha própria voz autômata. "Posso ver o da direita?"


(saco monoclo ser tão pasè)




Bom, bombons, um pouco antes do Atlântico consegui as gafas tais que agora choro.


(sim, já me disseram 'way too whiny' e sim, drama queen é epíteto aceitável - hell, at least there's 'queen' in it)


Choro, whine-o e reclamo pq estranho ver o mundo enquadrado. como obra mestra. Estranho a nitidez sólida de tudo e todos à minha volta. Estranho a crueldade das formas definidas e a fria objetividade daquilo que antes só se podia blurry poeticidade.


Ganhei óculos, que quando menina tanto queria, e perdi a magia das bordas inexatas.



(talvez não visse o mundo, mas o sentia, cazzo.)

terça-feira, outubro 20, 2009

das maravilhas modernéticas, projeções platônicas e das antilhas humanas

clica aqui, clica acolá.

de clique em clique achegou-me no utubo um dkls videozinhos q embasbacam, sabe?

videozinho assim, q de forma incerta traduz algo q trazes há tempos socado n'alguma gaveta d'alma, sabe?

videozinho que assim-assim liberto salpica a razão de blues por nada mais extraodinário q te fazer pensar 'e pô, não sou tão ilha'.

(http://www.youtube.com/watch?v=-76SfgmRCFw&NR=1)

suspeito q as válidas considerações sobre projeções platônicas aqui suscitadas voltarão, à la migraine.
mas não agora.
não agora.

*

sábado, outubro 17, 2009

Destes.

Meio diarinho, meio tomo empoeirado da última prateleira da última estante do último corredor no último andar da biblioteca-oh-oh-aquela.

Marcello, não esquece o aliche, pô!

Comecemos então com o Fitz que há dias atormenta minhas noites:

"Of course all life is a process of breaking down, but the blows that do the dramatic side of the work –the big sudden blows that come, or seem to come, from outside- the ones you remember and blame things on and, in moments of weakness, tell your friends about, don’t show their effect all at once. There is another sort of blow that comes from within –that you don’t feel until it’s too late to do anything about it, until you realize with finality that in some regard you will never be as good a man again. The first sort of breakage seems to happen quick –the second kind happens almost without your knowing it but it is realized suddenly indeed."